“A Igreja é chamada a olhar para vocês com os olhos de Cristo. Porque Ele olha a todos com amor, principalmente os mais necessitados, os que mais sofrem”, reforçou o pároco.
No contexto da liturgia dominical, ao refletir sobre os discípulos de Emaús, padre Alex explicou que os problemas, as frustrações e as tristezas impedem de perceber que o Cristo caminha junto, por todos os momentos da vida. Em sua homilia, afirmou que Cristo não tem pena, mas compaixão, e que na Cruz Ele assumiu as dores de cada um. Pessoas podem rejeitar, mas Deus sempre acolhe, acompanha.
Às famílias que lutam por moradia, padre Alex explicou que elas foram acolhidas e assumidas, embora provisoriamente, como uma proposta do Ano da Caridade, não só pela Paróquia do Loreto, mas na pessoa do arcebispo, por toda a Arquidiocese do Rio de Janeiro.
“Estamos felizes como comunidade paroquial e como Igreja de Deus. Ao acolher vocês, estamos acolhendo o próprio Cristo. Semelhante aos discípulos, de Emaús, também dizemos: ‘Fica conosco, Senhor!’. Somos solidários e também queremos construir um mundo mais justo e fraterno, para que cada pessoa possa viver na dignidade dos filhos de Deus”, destacou o sacerdote.
Em sua fala, o padre lembrou o apoio das paróquias, grupos e comunidades da Igreja da Arquidiocese na resolução do problema das famílias quando ainda estavam acampadas na Catedral, tanto quanto como mediadora junto ao poder público como companheira ao lado de cada desabrigado.
“Assumindo as dores, muitos padres, consagrados e cristãos estiveram com vocês enquanto acampados na Catedral. Mesmo no relento da madrugada, estavam lá para ouvir, rezar e cuidar de vocês. Cada um ofertou um pouco de si. Talvez não fosse o suficiente, porque não se pode fazer tudo, mas doaram o que tinham de melhor”, disse.
“É no intercâmbio de dons que fazemos com que a graça de Deus nos renove. Na oferta de si mesmo fazemos a diferença, a transformação da realidade. Para reescrever a trajetória de vocês, cada um tem que ter a consciência que também deve se doar. Chegou o tempo de acender a chama do amor, de caminhar juntos, de enriquecer o outro, de escolher coisas maiores e melhores”.
Padre Alex, que também exerce o ofício de vigário episcopal do Vicariato Leopoldina, presidiu a celebração na companhia do padre Geovane Ferreira Silva, pároco da Paróquia Sagrada Família, na Maré, e do padre José Rosa Afonso, da Paróquia Jesus Ressuscitado, na Vila da Penha.
Carlos Moioli