segunda-feira, 24 de março de 2014

Missão Continental em Cavalcante

Cerca de 150 missionários de diversas paróquias do Rio estive­ram presentes na Missão Conti­nental realizada nos dias 15 e 16 de março, na Paróquia Apóstolo São Pedro, em Cavalcante.
A primeira edição do ano foi organizada pelo pároco local e responsável pela dimensão mis­sionária na Arquidiocese do Rio, padre Ludendorff Cohen Couto (padre Licinho).
No sábado de manhã, depois da apresentação das caracterís­ticas, perspectivas e desafios da comunidade, a espiritualidade ficou por conta do missiólogo e padre Daniel Brocchetti, reitor do Seminário dos Padres Palotinos, no Rio de Janeiro, explicando a importância de ir em missão por amor, ir com amor e ir no amor.

DIMENSÃO MISSIONÁRIA
A celebração de envio foi con­duzida pelo bispo auxiliar do Rio e animador regional da dimensão missionária, Dom Paulo Cezar Costa.
“Cada vez mais precisamos envolver a arquidiocese para que todos tenham o ardor pela mis­são. A experiência tem mostrado que as pessoas estão abertas, por isso a necessidade de assumir esse desafio, de ir ao encontro das realidades, como Jesus fazia, de aldeia em aldeia anunciando a boa noticia do Reino de Deus”, explicou Dom Paulo.
No domingo de manhã, Dom Paulo esteve presente na missão, visitando casas, mercearias e, junto com os missionários, abordavam as pessoas nas ruas, convidando-as para as atividades paroquiais.
“Os fiéis olham muito para suas pastorais, esquecem a gran­de finalidade de toda ação da Igreja que é anunciar para quem nunca ouviu a boa notícia do Evangelho. Nosso desafio é anun­ciar Jesus Cristo a todas as reali­dades dessa grande e desafiadora cidade”, destacou Dom Paulo.

VIDA E MISSÃO
Divididos por grupos, os mis­sionários fizeram visitas de casa em casa em diversos setores pastorais do território paroquial. As equipes eram mistas, compostas por mis­sionários novatos e antigos, para permitir a troca de experiências.
“É importante participar da missão porque primeiro somos missionários através do batis­mo. Depois, quero transmitir o amor que experimento de Jesus em minha vida. Quando vou à missão acho que vou ajudar os que estão necessitados de ouvir a Palavra, mas sempre volto mais rica porque aprendo mais”, contou Maria Geanette da Silva, da Paróquia Sagrada Família, na Ilha do Governador.
Fez parte da Missão Con­tinental, nas dependências da paróquia, uma oficina oferecida a jovens e crianças. Ainda no ritmo do Ano da Caridade, uma ação social disponibilizou diversos serviços gratuitos aos moradores.
“O investimento nas pastorais sociais e nas missões deve ser constante. As pastorais sociais fazem caridade para o corpo, luta pelas necessidades das pessoas, no âmbito da justiça e da dignida­de humana. A missão, por sua vez, faz bem para a alma”, destacou. Alceu José Fortunato, da Paró­quia Menino Jesus de Praga, em Bangu.
RAÍSA LASSANCE (raisa@testemunhodefe.com.br)
FOTOS: CARLOS MOIOLI