quinta-feira, 20 de março de 2014

Jogue a favor da vida


Copa e Olimpíadas são momentos propícios para o combate a exploração sexual e o tráfico de pessoas
 Para jogar a favor da vida não precisa treinar nem ter experi­ência esportiva, basta denunciar a exploração sexual e o tráfico humano para ajudar a combater estes males que afetam a nossa sociedade atual.
Com a aproximação dos maio­res eventos esportivos mundiais, Copa do Mundo de futebol 2014 e Jogos Olímpicos Rio 2016, sendo este último inédito em um país na América do Sul, desde 2013 nossa Igreja, através de suas di­versas pastorais e movimentos, vem discutindo o desenvolvi­mento de ações conjuntas duran­te estes grandes eventos.
Segundo o bispo referencial da Pastoral do Turismo e arcebis­po de Maringá (PR), Dom Anuar Battisti, junto com o turismo, ne­cessário ao nosso país, veremos aumentar o risco de situações de prostituição, atingindo especial­mente a juventude e até mesmo crianças e adolescentes, fato que já é realidade em nosso país.
Estes grandes eventos fo­ram alguns dos motivadores da escolha da Campanha da Fraternidade 2014, lançada na Quarta-Feira de Cinzas, dia 5 de março, cujo tema é “Fraternidade e tráfico humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gi 5,1).
“A Igreja iniciou no tempo da Quaresma um tempo de conversão, e busca seguir um itinerário de libertação pessoal, comunitária e social”, afirmou o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner.
Também com o objetivo de conscientizar brasileiros e turis­tas, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) desenvolverá ações de conscientização durante a Copa do Mundo de 2014.
Com início previsto para 18 de maio e término após o final do evento, a campanha preventiva “Jogue a favor da vida” é uma iniciativa da Rede “Um grito pela vida”.
“É uma campanha de pre­venção e informação. Material impresso, com conceitos e orien­tações sobre a prevenção das diferentes modalidades de tráfico humano, será distribuído nas rodoviárias, ônibus, aeroportos e hotéis das cidades que sediarão a Copa”, explicou a coordenadora da rede, irmã Eurides de Oliveira.
Junto à Igreja Católica, várias outras frentes políticas e religio­sas lutam contra este crime. De acordo com a irmã Eurides de Oliveira, organizações e núcleos de enfrentamento do tráfico, a Pastoral do Menor, universida­des, a Cáritas Internacional e o Ministério da Justiça aderiram à campanha.
José Eduardo Cardoso, mi­nistro da Justiça, afirmou que é inaceitável um crime como o tráfico humano e que pessoas sejam tratadas como objetos, como escravos. Não importa a modalidade deste crime, ele tem que sofrer uma reação muito forte da sociedade.
Além de torcer e celebrar es­tes grandes eventos que o nosso país terá o privilégio de sediar, a começar pela Copa do Mundo de futebol 2014, façamos também a nossa parte como verdadeiros se­guidores de Cristo, conscientize, previna e denuncie estes crimes.

Denuncie o tráfico de pessoas:
Central de Atendimento à Mulher: (180)
Violação aos Direitos Humanos (100)

THAIS IMBUZEIRO
Foto: Aline Lima