quarta-feira, 26 de março de 2014

Arquidiocese inaugura Centro Social Nossa Senhora do Parto


“Nessa sala de atendimento as gestantes encontrarão o amor e o acolhimento que a Igreja sempre procura proporcionar”, afirmou o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio Dom Antonio Augusto Dias Duarte, durante a bênção de inauguração do Centro Social Nossa Senhora do Parto, em 25 de março, Dia Municipal do Nascituro, na Igreja Nossa Senhora do Parto, no Centro.
A inauguração foi realizada logo após a Santa Missa presidida por Dom Antonio, que é presidente da Comissão Arquidiocesana de Promoção e Defesa da Vida, e concelebrada pelo vigário episcopal do Vicariato Urbano, padre Wagner Toledo, pelo reitor da igreja, padre Omar Raposo, e pelo vigário paroquial da Paróquia São Rafael Arcanjo, padre Eli Everson Magela.
O bispo destacou que no aborto pessoas valiosas e únicas são excluídas da sociedade. “No centro social as mulheres grávidas encontrarão apoio, encorajamento para que não se deixem abater pelas dificuldades, e nem sejam manipuladas por aqueles que não querem valorizar a vida como ela merece. Como são cruéis as pessoas que pensam que sabem mais do que Deus e querem interromper a vida que é um projeto de Deus. O ‘Sim’ de Maria é exemplo e todos nós temos um ponto em comum, recebemos o ‘sim’ à vida de nossos pais para que pudéssemos nascer”, reforçou Dom Antonio.
No centro social, voluntários vão realizar atendimentos gratuitos às mulheres grávidas, especialmente em situações de risco. São eles: serviço social, psicologia, terapia de família, orientação jurídica-defesa e direito da mulher, curso e acompanhamento educativo a gestante, projeto Maternidade Responsável e orientação sobre o método Billings.
 “Com essa inauguração retomamos um dado histórico. Aqui neste local já funcionou um grande centro chamado ‘Recolhimento do Parto’, coordenado pelos padres jesuítas, no Século 17. Houve um incêndio criminoso provocado por aqueles que se incomodavam com o trabalho pró-vida que a Igreja fazia. Nosso centro social é uma semente e o que nos motiva é a fé que sem obras é morta. Não adianta só falar, precisamos fazer alguma coisa concreta contra o aborto”, afirmou padre Omar.
O atendimento do centro social será realizado de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Doações de fraldas descartáveis e demais itens de enxovais de bebês podem ser entregues diretamente na igreja. O endereço é Rua Rodrigo Silva, 7. Informações: 2292-8892.
“O que me motivou a participar desse projeto é saber que o ventre de toda mulher grávida se torna um sacrário. Por isso, precisamos sempre promover a vida. Meu trabalho pretende elevar a autoestima dessas mulheres em situações difíceis para que jamais percam a esperança, porque carregam o dom mais preciso de Deus: a vida”, destacou a psicóloga Vivian Maria Felice Moreno, que é voluntária no centro social.

INICIATIVA CONCRETA
O Dia Municipal do Nascituro, que coincide com a solenidade da Anunciação do Senhor, celebrada nove meses antes do Natal, foi instituído pela Lei nº 3847, de 24 de maio de 2002, de autoria do deputado estadual Márcio Pacheco, que na época era vereador.
“A iniciativa de criar o Dia Municipal do Nascituro foi para fomentar o debate e a conscientização sobre a importância da defesa da vida. Hoje lutamos pela implantação do mesmo projeto no Estado também. O centro social é uma iniciativa linda, concreta e real da arquidiocese, dos voluntários e do padre Omar. Esperamos que nasçam outros projetos semelhantes a esse”, disse Márcio.
No final da missa, Maria José da Silva, que é membro da comissão arquidiocesana, reforçou o convite para a 2ª Caminhada pela Vida, que acontecerá no dia 4 de maio, a partir das 14h30, na Praia de Copacabana, altura do Posto 6.

Cláudia Brito de Albuquerque e Sá

Fotos: Gustavo de Oliveira