segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Anúncio da Campanha da Fraternidade abre trabalhos na arquidiocese

Agentes das pastorais sociais da Arquidiocese do Rio estiveram reunidos no dia 1º de fevereiro na Catedral para um encontro de formação para o anúncio da Campanha da Fraternidade de 2014, que tem como tema “Fraternidade e tráfico humano”.

Além do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, falaram ao grupo o vigário episcopal para a Cari­dade Social, cônego Manuel de Oliveira Manangão, o deputado estadual Robson Leite e a co­ordenadora arquidiocesana da campanha, Carmem Silvia.
“O objetivo foi preparar os animadores para atuarem nas paróquias, nos vicariatos, nas foranias e nas paróquias, princi­palmente durante a Quaresma, refletindo o tema da Campanha da Fraternidade. Esse anúncio arquidiocesano é o pontapé inicial para começar a traba­lhar nos encontros quaresmais e depois continuar, para que a Campanha produza frutos em todo esse Ano da Caridade”, explicou Carmem.

VER, JULGAR E AGIR
A partir do método “Ver, Julgar e Agir”, primeiro foram apresentados dados e informa­ções sobre a realidade do tráfico humano no Brasil. O histórico da campanha também foi re­cordado aos presentes pelo de­putado estadual Robson Leite. Dom Orani e o cônego Manuel Manangão falaram sobre a parte do “julgar” essa realidade, para uma mudança na mentalidade a partir da profunda reflexão do tema.
“Precisamos perceber cada situação que faz com que a vida humana seja degradada nas suas múltiplas situações, seja na realidade da mulher, da criança, do jovem, do adoles­cente, o mundo do trabalho, o mundo da saúde, o mundo da educação, que, no fundo, acaba por enfraquecer a beleza do ser humano. A Campanha da Fra­ternidade nos apresenta essas situações nas quais, sem que a gente perceba, o ser humano está sendo explorado”, destacou o sacerdote.
Para Dom Orani, o tema da campanha está bem próximo da realidade da população carioca e “não é só coisa de novela”. “Às vezes o problema acontece bem do nosso lado e não vemos, não conseguimos identificá-lo. É preciso olhar para dentro de si, e por isso é ótimo que façamos essa reflexão na Quaresma, que é tempo de mudança de menta­lidade, de conversão”, afirmou o arcebispo.
“Este não é um tema da Igre­ja Católica, mas nacional, que diz respeito a todos. E a Igreja deve assumir essa postura de profecia. Mais do que só falar sobre o assunto, devemos olhar ao nosso redor para denunciar e identificar as realidades que devem ser mudadas”, ainda explicou ele.
Outra contribuição no as­pecto “julgar” foi dada pela irmã Veronique, da Comunidade Missionárias da Vida, que emo­cionou os agentes de pastoral com a partilha de sua experi­ência no acompanhamento de mulheres que se prostituem na Vila Mimosa, Zona Norte.
O próximo passo da equipe arquidiocesana da Campanha da Fraternidade será no estímu­lo para a criação de grupos de reflexão e a presença de pales­tras nos vicariatos e paróquias. “Agora nosso trabalho é na disseminação das informações sobre a campanha, e o tema para que todos possam viver inten­samente o que nos é proposto como Igreja”, finalizou Carmem.

FABÍOLA GOULART

fabiolagoulart@testemunhodefe.com.br

Foto: Gustavo de Oliveira