terça-feira, 29 de outubro de 2013

Igreja celebra a esperança da ressurreição

Acendendo a chama da esperança de vida eterna nos corações de luto, no Dia de Fi­nados, 2 de novembro, em toda a Arquidiocese do Rio serão ce­lebradas missas na intenção dos fiéis defuntos.
Nos cemitérios da cidade, agentes pastorais de diversas paróquias e novas comunidades participarão de um dia de evan­gelização. Em muitos deles serão celebradas missas de hora em hora, presididas por sacerdotes e por bispos.
Os evangelizadores serão divididos em duplas e ficarão nas portas dos cemitérios abor­dando e distribuindo santinhos e cartões com mensagens para os visitantes. Também estarão disponíveis para ouvir e dar uma palavra de esperança a todos os que dela necessitarem.

ANUNCIANDO A RESSURREIÇÃO
Mas a assistência às pessoas que perderam seus entes queri­dos não é feita somente no Dia de Finados. Diariamente ela é reali­zada nos cemitérios da cidade do Rio de Janeiro pelo Ministério da Consolação e Esperança.
O trabalho deste ministério teve início na Arquidiocese do Rio de Janeiro em 1984, com a ação de leigos nos cemitérios São João Batista e Inhaúma. Em 1988, a ação foi estendida ao pla­no diocesano, passando a abran­ger, então, todos os cemitérios da cidade. Mas foi em 1999 que o então arcebispo metropolita­no, Cardeal Dom Eugenio Sales, investiu os primeiros ministros da Pastoral da Esperança. Já em 2002, sob o governo arquidio­cesano de Dom Eusébio Scheid, o nome da pastoral foi mudado para Ministério da Consolação e Esperança.
A atual coordenadora dio­cesana do ministério, Marilda Roriz Reis, afirma que há difi­culdade para atender os 19 ce­mitérios existentes no território da Arquidiocese do Rio, porque atualmente só existem 900 agentes em exercício. Para for­mar seus ministros e favorecer o ingresso de novos integrantes, o ministério realiza todos os anos, nos sábados do mês de maio, um curso litúrgico.
“Somos poucos diante da necessidade de nossa arqui­diocese, e às vezes alguns ce­mitérios ficam sem assistência. Convocamos pessoas que sejam engajadas e que assumam a responsabilidade da Igreja Ca­tólica de ir aos cemitérios para levar uma palavra de conforto às pessoas que dela estão preci­sando, especialmente no Dia de Finados”, frisou.
JÉSSICA PINHEIRO
jessica@testemunhodefe.com.br
Foto: Gustavo de Oliveira