terça-feira, 22 de outubro de 2013

Com emoção, Rio se despede dos símbolos da JMJ e da relíquia do Beato João Paulo II


Dom Orani: “aqui estamos com os símbolos da jornada e com a relíquia de João Paulo II. São pequenos sinais diante da grandiosidade de tudo o que aconteceu em nosso meio durante a JMJ”
Emoção e ação de graças. Estes foram os sentimentos que marcaram a missa de despedida dos símbolos da JMJ Rio2013 - a Cruz e o ícone de Nossa Senhora - e da relíquia do Beato João Paulo II, realizada no domingo, dia 13 de outubro, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Recreio dos Bandeirantes. A Eucaristia foi presidida pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.
Levados por jovens voluntá­rios da jornada, os símbolos fo­ram acompanhados por membros do Comitê Organizador Local da JMJ: o diretor administrativo, Dom Paulo Cezar Costa; o coor­denador geral, monsenhor Joel Portella Amado, e o diretor do setor pré-jornada, padre Jefferson Merighetti. Durante a procissão de entrada, os fiéis presentes acolheram calorosamente os símbolos e a relíquia.
“Temos certeza de que tudo o que a jornada proporcionou estamos colhendo como frutos. Queremos hoje agradecer tantos sinais da graça de Deus que vimos durante o período de preparação e nos dias da JMJ. Agradecemos a colaboração e a intercessão de to­dos. A oração do povo de Deus fez com que esse evento desse muitos frutos de vida, de vitalidade e de evangelização”, afirmou Dom Orani no início da missa.
Em seguida, o arcebispo pediu que o presidente da Fundação João Paulo II para Juventude, Marcello Bedeschi, e o padre Jefferson dessem testemunho dos momentos vividos na JMJ Rio2013. Logo após, o vigário episcopal para a Vida Consagrada, Dom Roberto Lopes, pediu a pa­lavra e deu seu testemunho sobre a importância da peregrinação da relíquia do Beato João Paulo II na cidade do Rio de Janeiro.
Marcello contou como, por iniciativa do Papa João Paulo II, foram introduzidos os símbo­los nas jornadas mundiais da juventude. Lembrou os grandes testemunhos de fé vividos du­rante a peregrinação pelos países­-sede e destacou a profundidade e grandiosidade da experiência vivida no Brasil. Ele contou que a ‘Jornada do Rio’ foi inesquecível e que ele recebeu milhares de car­tas com testemunhos de pessoas que tiveram suas vidas tocadas e transformadas por esse evento.
“Vocês nunca serão tirados dessa Cruz e desse ícone. O seu testemunho deixou marcas pro­fundas que não serão esquecidas. Todos os jovens do mundo agra­decem a vocês”, pontuou.

A MISSÃO CONTINUA
Em sua homilia, Dom Orani ressaltou que esta celebração era, acima de tudo, de ação de graças diante do que o Senhor fez e continua realizando na Ar­quidiocese do Rio e na Igreja em todo o mundo.
“Deus escolhe pequenos sinais para manifestar sua graça. Sim­ples sinais, para fazer maravilhas. Aqui estamos com os símbolos da jornada e com a relíquia de João Paulo II. São pequenos si­nais diante da grandiosidade de tudo o que aconteceu em nosso meio durante a JMJ. Deus agiu e continua agindo para que mais pessoas experimentem o seu amor e tenham vida nova”, disse.
Os sinais, e a Palavra de Deus, foram apontados pelo arcebispo do Rio como indicadores seguros da vontade de Deus. “Sabemos que mesmo diante de tantos si­nais, é a Palavra de Deus que nos ilumina. Ela está no nosso meio e nos indica caminhos a seguir”, frisou.
Diante disso, afirmou Dom Orani, a Igreja no Rio de Janei­ro tem uma grande missão: “O Senhor passou em nosso meio e agitou as águas. Muitas pessoas foram banhadas por elas e rece­beram a vida. Mas muitas outras precisam ainda serem banhadas nessas águas. Temos que levar adiante essa experiência e contar a todos essa boa notícia”.
Ao final da celebração, Mon­senhor Joel falou aos presentes sobre a sua experiência como coordenador geral da JMJ. Antes da bênção final, o arcebispo do Rio fez a consagração da evangeli­zação a Nossa Senhora de Fátima e entregou a réplica da imagem que peregrinará pelo Rio e pela América Latina, em comemora­ção do centenário das aparições, ao padre Sidnei Guimarães.
Também concelebraram a missa o bispo auxiliar Dom Roque Costa Souza e o reitor do Santu­ário Nossa Senhora de Fátima, cônego José Gomes.
Os símbolos da JMJ retorna­rão para Roma e ficarão na capela especialmente reservada para a juventude, junto à Praça de São Pedro. No Domingo de Ramos do ano que vem serão entregues à próxima sede da Jornada Mun­dial da Juventude: Cracóvia, na Polônia.

ANDRÉIA GRIPP
andreiagripp@testemunhodefe.com.br

Fotos: Gustavo de Oliveira