sábado, 14 de setembro de 2013

Vivência que qualifica


Após o boom da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013, o desafio atual é manter a juventude entusias­mada pelo ardor missionário. A expectativa agora é que os protagonistas da JMJ colham os frutos proporcionados por essa experiência e se engajem nas atividades pastorais em suas comunidades.
Segundo o pároco da Igreja Bom Jesus da Penha, padre Giovanni Pontes, não se pode deixar que o fulgor despertado na Jornada se apague na vida e no coração da juventude, que vivenciou momentos de con­versão e restauração da fé em Cristo e sua Igreja.
“O que fica para os jovens de nossa paróquia, com certeza, é essa alegria da juventude que renova o ardor e a fé, e qualifica as nossas pastorais. A JMJ foi um boom, um momento bonito, grandioso, dessa experiência de fé, que deve agora ser alimenta­da dia a dia com a programação própria para a juventude. Pro­curo sempre acolhê-los cada vez mais no seio da nossa Igreja, envolvendo-os em nossos traba­lhos pastorais”, disse.
Os momentos vividos duran­te a Jornada ainda estão vivos na memória da cidade. A troca cul­tural, a união pela fé e a alegria contagiante dos jovens foram pontos marcantes que abrilhan­taram o encontro. Católicos e não católicos elogiaram a postura e a crença dos peregrinos. “Foi uma prática muito bonita em ver lín­guas diferentes, países diferen­tes, unidos numa só fé, numa só alegria, renovando o entusiasmo e também a disposição em seguir Jesus”, observou padre Giovani. De acordo com ele, a doação, a disponibilidade, a generosida­de e a alegria foram elementos centrais no serviço da juven­tude da paróquia. O religioso destacou ainda a criatividade com que os jovens prepararam e organizaram o evento. Escolhida para ser sede de catequese em língua espanhola e com mais de 1.500 pessoas, a paróquia pre­cisou realizar um investimento para que pudesse atender com comodidade os peregrinos.
“A paróquia se envolveu fi­nanceiramente, construíu 20 chuveiros, mas também foi feito um investimento em prol da evangelização. Foi uma experi­ência bonita, valeu a pena e não ficamos mais pobres por conta dessa aplicação. Um investimen­to significativo, de qualidade, que nos permitiu acolher bem os jovens que aqui vieram para que eles pudessem, assim, fazer uma experiência de fé, uma experiên­cia de Deus”, ressaltou.
A paróquia acolheu 320 jo­vens, oriundos de 14 países di­ferentes vinculados à Congre­gação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos), que ficaram hospedados no salão paroquial. Os demais foram alo­jados em casas de famílias, que abriram suas portas para acolher os peregrinos, e em uma escola da região.

BRUNO TORTORELLA

FOTO: ARQUIVO PESSOAL