quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Pastoral da Criança: 30 anos a serviço da vida



A Pastoral da Criança – reco­nhecida como uma das maiores organizações do mundo a tra­balhar em ações de combate às doenças e mortes infantis, me­lhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias – está celebrando o seu jubileu de 30 anos de vida.
O jubileu dos 30 anos foi marcado com um congresso nacional em Aparecida (SP), realizado de 27 de julho a 2 de agosto. E o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, presidiu uma missa pelo aniversário da Pastoral, na tarde desta terça-feira, dia 10, na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro. A celebração contou com a presença da coordenadora nacional da pastoral, Irmã Vera Lúcia Altoé.
Criada em 1983 pela médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, hoje a entidade, que está sob a coordenação da irmã Vera Lúcia, está presente em mais de 35 mil comunidades de todos os estados do Brasil e em mais de 21 países da América Latina, África e Ásia.

SALVANDO VIDAS
Irmã Vera Lúcia Altoé
Ao longo de sua história, a Igreja viu nascer ao redor do mundo dezenas de expressões da ação evangelizadora por meio das pastorais. A Pastoral da Criança é uma obra típica do Brasil, fundamentada na evan­gélica opção preferencial pelas crianças e famílias pobres.
Organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bis­pos do Brasil (CNBB), a Pastoral da Criança promove o desenvol­vimento integral das crianças do ventre materno até os seis anos de idade, em seu contexto fa­miliar e social, a partir de ações preventivas de saúde, nutrição, educação e cidadania realizadas por mais de 200 mil voluntários capacitados. Também promo­ve, em função das crianças, as famílias e as comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo reli­gioso ou político.

RESULTADOS BRASIL 2012
·         Acompanhamento de 1,3 milhão de crianças menores de 6 anos e 70 mil gestantes.
·         Acompanhamento de 1,0 mi­lhão de famílias em 35,6 mil comunidades.
·         202 mil voluntários atuantes, dos quais 110 são líderes co­munitários.
·         Índice de mortalidade infan­til 56,4% menor em relação à média nacional:
·         Comunidades acompanha­das: 8,8 óbitos para mil nas­cidos vivos.
·         Média nacional segundo o IBGE (Censo 2010): 15,6 óbi­tos para mil nascidos vivos
·         Baixo nível de desnutrição nas crianças acompanhadas: 1,6%. Média nacional é de 2,8%.
·         Apenas 5,7% das gestantes acompanhadas tiveram filhos nascidos com baixo peso (mé­dia nacional é de 8,3%).
·         A grande maioria das crianças acompanhadas (92%) estava com as vacinas em dia.

CARLOS MOIOLI, COM DADOS DA PASTORAL DA CRIANÇA
FOTOS: GUSTAVO DE OLIVEIRA