terça-feira, 20 de agosto de 2013

Maria, auxílio dos cristãos

Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, dia 15 de agosto, o Papa Francisco celebrou missa em Castel Gandolfo. Também presidiu a oração do Ângelus, rezando e fazendo um apelo pelas populações do Egito.

 Na homilia, recordando expressões do Concílio Vaticano II, o Papa disse que Maria, “a mãe de Jesus, no céu, é glori­ficada em corpo e alma; ela é a imagem das primícias da Igreja, que terá seu cumprimento futuro; da mesma forma, na Terra, ela brilha como sinal de segura esperança e de consolação para o povo de Deus a caminho, enquanto vier o dia do Senhor”.
Ao considerar as leituras bíblicas, fez as reflexões sobre três palavras-chaves: “luta, ressurreição e esperança”.
LUTA
No conflito entre Deus e o maligno, o inimigo de sempre, que os discípulos en­frentam, o Papa diz que Maria, a mãe de Cristo e da Igreja, está sempre presente.
“Maria nos acompanha, luta conosco; ela ampara os cristãos no combate contra as forças do mal. A oração, com Maria, em particular o rosário, também tem esta dimensão ‘agonística’, ou seja, de luta: uma oração que sustenta na batalha contra o maligno e os seus cúmplices”.
RESSURREIÇÃO
Ser cristão, explicou o Papa, significa crer que Cristo ressuscitou verdadeira­mente dos mortos. Verdade fundamen­tal da fé, que não é uma ideia, mas um evento. Neste sentido, o Papa disse que o mistério da assunção de Maria, em corpo e alma, está todo inscrito na ressurreição de Cristo:
“A humanidade da mãe foi atraída pelo Filho, na sua passagem pela morte. Jesus entrou, uma vez por todas, na vida eterna, com toda a humanidade que ha­via recebido de Maria. Assim ela, como mãe, O acompanhou fielmente por toda a vida, com o seu coração e, com Ele, entrou para a vida eterna, que também chamamos de céu, paraíso, Casa do Pai”.
ESPERANÇA
O Pontífice recordou que Maria tam­bém passou pelo martírio da Cruz: ela viveu, na alma, a paixão do seu Filho, até o fim. Ela esteve plenamente unida a Ele na morte. Por isso, foi-lhe dado o dom da ressurreição. Cristo tem a primazia entre os ressuscitados e Maria entre os redimidos, a primeira entre “aqueles que são de Cristo”.
“Esperança é a virtude de quem, ao passar pelo conflito, pela luta diária, entre a vida e a morte, entre o bem e o mal, acredita na ressurreição de Cristo, na vitória do amor”.
O Papa recordou ainda sobre o “Mag­nificat”, o canto da esperança, do povo de Deus, que caminha na história. O canto de tantos santos e santas famosos e dos ignorados, como as mães, os pais, os catequistas, os missionários, os padres, as freiras, os jovens e até as crianças, que lutaram na vida, levando no coração a es­perança dos pequeninos e dos humildes.


RÁDIO VATICANO
FOTO: RÁDIO VATICANO