terça-feira, 6 de agosto de 2013

"Nós vimos Deus agir"


Dois dias após o encerramento da tão aguardada Jornada Mundial da Juventude Rio2013, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, presidiu uma coletiva de imprensa com profissionais de comunicação de diversos veículos. O evento aconteceu na manhã do dia 30 de julho, no Edifício João Paulo II, na Glória. Transparecendo sua alegria e satisfação com o êxito da Jornada, Dom Orani ressaltou as emoções do Santo Padre, os desafios na organização, projetos na evangelização do Rio e como foi notória a ação de Deus em todos o eventos.
  
“Não há como descrever minha alegria e emoção com tudo que vivemos durante essa semana de Jornada”, af irmou Dom Orani ao dar início à coletiva de imprensa. Os bispos auxiliares Dom An­tonio Augusto Dias Duarte e Dom Paulo Cezar Costa, que durante a Jornada ocuparam a função de vice-presidentes do Comitê Organizador Local (COL), e o secretário executi­vo da JMJRio 2013, monsenhor Joel Portella, também compu­seram a mesa.

SENTIMENTO DE GRATIDÃO
Dom Orani dirigiu vários agradecimentos e destacou a dedicação de inúmeras pes­soas que colaboraram para o sucesso e bom transcorrer das atividades da Jornada.
“Agradeço com carinho aos bispos auxiliares, a todo COL, aos voluntários, às famílias que se dispuseram a acolher os peregrinos, as grandes em­presas que fizeram parceria e à imprensa, que proporcionou a todos a possibilidade de participar do evento, mesmo não estando no Rio de Ja­neiro. Mas, principalmente, agradeço à cidade do Rio pelo acolhimento aos jovens, uma verdadeira revolução”, disse.

MUDANÇAS NOS RUMOS
Segundo Dom Orani, du­rante os quase dois anos em que a Arquidiocese do Rio se preparou para sediar a Jor­nada Mundial da Juventude Rio2013, inúmeras modifica­ções no planejamento, locais e participantes surpreenderam a equipe de organização.
“Nunca na história uma Jornada Mundial da Juventude passou por tantas mudanças. A transferência do local da vigília da base aérea para Guaratiba, depois a transição dos eventos de Guaratiba para Copacabana, e muitas outras. Até a renúncia do Papa Bento XVI e a chegada de um novo Papa. Enfim, ao final da JMJ tivemos a prova de que Deus agiu e nos conduziu”, salien­tou.

MOMENTO ÚNICO
Para o arcebispo, a Jornada foi o maior evento vivido na história do Rio de Janeiro e de todo Brasil, especialmente pelo fato de a Cidade Maravi­lhosa ser a pioneira em rece­ber a visita do primeiro Papa latino-americano.

UM ENCANTO DE PONTÍFICE
Por onde passou, Francisco encantou e sensibilizou a to­dos por sua humildade e sim­plicidade, principais caracte­rísticas de sua personalidade. Dentro de todos os eventos, dois momentos marcaram o arcebispo do Rio, como reve­lou durante a coletiva: “Todas as vezes que passávamos pela imagem do Cristo Redentor, no alto do Corcovado, o Santo Padre se emocionava, fazia o sinal da cruz e, por alguns ins­tantes, rezava. Outro momen­to marcante foi o do menino que subiu no papamóvel e manifestou ao Papa Francisco seu desejo de seguir a vida sa­cerdotal. O menino colocou as mãos no rosto do Santo Padre e disse: “Papa, como te quero bem”. Esse gesto do menino mostrou como o povo acolheu com amor o Papa”, afirmou.

IGOR MARQUES
FOTO: GUSTAVO DE OLIVEIRA