segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A serviço do Reino

No último domingo de agosto, Mês Vocacional, a Igreja celebra o Dia do Catequista

Ser catequista é uma vo­cação, um chamado de Deus. Simbolizando um expressivo contingente de catequistas atu­antes em nossa arquidiocese, Maria do Carmo e Vilma Silene, ambas da Paróquia Bom Jesus da Penha, na Penha, no Vica­riato Leopoldina, compartilham suas experiências, vivências e desafios decorrentes do serviço ao Reino.
A atual coordenadora da ca­tequese na paróquia, Maria do Carmo, começou a ser catequista aos 10 anos de idade em uma ci­dade no interior de Minas Gerais.
“Havia uma menina que que­ria casar, e naquele tempo cate­quese no interior era rara. Então eu comecei a catequizá-la. Eles iriam casar e não sabiam nada da fé. Eu nem sabia que ali estava sendo catequista, mas começou, assim, minha vocação”, contou.
Com cerca de 320 crianças, divididas entre quartas e sába­dos e numa faixa etária que varia de 5 a 13 anos, Maria enumera os desafios da evangelização na catequese. Ela afirmou que a dispersão causada pelos novos meios de comunicação e a deses­truturação familiar dificultam o ensinamento.
“As crianças hoje são muito conectadas. O desafio é trazer essa criança, que vive num mun­do de shopping, de internet, para se despojar de tudo, porque para estar com Jesus não precisa desse aparato. Cristo não mandava email. Ele chegava perto das pes­soas, dava um abraço, tinha esse calor humano. O desafio está na proximidade que o catequista e a Igreja precisam ter para com as crianças”, afirmou.
De acordo com a catequista Vilma Silene, os papéis se inver­teram e, hoje, as crianças estão evangelizando os pais. “Muitos pais começam a fazer Eucaristia ou entram na Pastoral Familiar através das crianças da catequese.”
Ela recordou que iniciou seu serviço na catequese após sentir o chamado de Deus! “Foi Deus! Eu estava com muitos proble­mas e decidi fazer o Luz e Vida aqui na paróquia (Escola da Fé). A convite de uma catequista, aceitei o desafio de participar”, disse Vilma.
O pároco Giovani Pontes, observou que os primeiros cate­quistas devem ser os pais, mas destacou o papel evangelizador da comunidade cristã na vida das crianças.
“É importante, de fato, ajudar a criança a fazer a experiência de Jesus. Hoje nossas crianças têm sede do encontro pessoal com Jesus não só na Primeira Eucaris­tia, mas ao longo desse processo de educação na fé. Nossa paró­quia tem a responsabilidade de ajudá-las a fazer essa experiência de fé”, afirmou.

A IGREJA NA FORMAÇÃO DAS FAMÍLIAS 
Aos sábados, a paróquia pro­move diversas ações na “Tarde com as Famílias”, que visam criar um ambiente no qual as crianças e, inclusive, os pais possam se sentir acolhidos e chamados a estar com Cristo de um modo diferente.
“Temos um encontro semanal com as famílias, de catequese para os pais, com adorações, animação e outras atividades. O interessante é que as famílias comparecem, correspondem ao nosso convite”, frisou dona Vilma.

BRUNO TORTORELLA
FOTO: GUSTAVO DE OLIVEIRA