sábado, 20 de julho de 2013

Sinais de Deus

Na manhã do dia 7 de julho, o Santuário Arquidiocesano da Medalha Milagrosa, na Tijuca, recebeu os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e as relíquias do Beato João Paulo II. A Santa Missa foi celebrada pelo presidente do Pontifício Conselho para os Leigos (PCL), Cardeal Stanislaw Rylko, e concelebrada pelo arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.

Os fiéis lotaram o San­tuário da Medalha Milagrosa para par­ticipar da celebração de acolhida da Cruz Peregrina, do ícone de Nossa Senhora e das relíquias do Beato João Paulo II, que brevemente será proclamado santo. Os bispos auxiliares da Arquidiocese do Rio Dom Paulo Cezar Costa, Dom Antonio Augusto Dias Duarte e Dom Luiz Henrique da Silva Brito estiveram presentes na celebração juntamente com diversos sacerdotes.
Ao início da celebração, Cardeal Rylko, guardião das re­líquias do beato, expressou sua felicidade em presidir a celebra­ção e falou sobre o testemunho de vida de João Paulo II.
“Trago de Roma uma cordial saudação e bênção do Papa Francisco, que a poucos dias chegará ao Rio de Janeiro. Nes­ta celebração, quero confiar a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 aos cuidados do Beato João Paulo II, que tanto teste­munhou e foi exemplo de vida, dedicando todo seu pontificado a juventude. Ele foi um grande Papa, muito amado pelo povo em todo o mundo”, afirmou o cardeal.

PREPARANDO CORAÇÕES
Em sua homilia, Dom Orani lembrou a peregrinação dos símbolos da JMJ pelo Brasil e países do Cone Sul, que teve início em setembro de 2011.
“Os símbolos e as relíquias são uma grande oportunidade de abrir nossos corações para Deus, deixando que Ele conduza nossa vida e, por isso, agradece­mos de coração ao Papa Fran­cisco e ao Pontifício Conselho para os Leigos por este momento singular que nos proporcionam. Que esses sinais preparem es­piritualmente nossos corações para a JMJ, que será uma opor­tunidade do refervoramento da nossa fé”, salientou o arcebispo.

A RELÍQUIA DO BEATO
Ao final da celebração, o pre­sidente da Fundação João Paulo II, Marcello Bedeschi, recém chegado de Roma, explicou a obra de arte que envolve a relí­quia de João Paulo II, composta com um pouco do sangue do beato.
“Existe uma tradição no Va­ticano de que quando um papa morre o caixão deve ser colocado no presbitério de São Pedro e sobre o caixão um Evangelho. Quando o Papa João Paulo II morreu, houve uma grande ventania que passou as páginas do Evangelho e ele se fechou, criando um momento significa­tivo e quase profético. O artista ao qual foi pedido que fizesse o relicário se inspirou neste momento em que as páginas do Evangelho eram passadas e den­tro dele colocou uma pequena ampola que contêm o sangue do Beato João Paulo II, retirado um dia antes de sua morte para exames clínicos, que foi preser­vado após sua morte”, relatou Marcelo.

IGOR MARQUES