sábado, 8 de junho de 2013

Eucaristia: sair do individualismo

“A solidariedade de Deus para com o homem nunca se esgota e nunca deixa de nos maravilhar”, disse o Papa Francisco na noite de quinta-feira, 30 de maio, ao presidir a Solenidade de Corpus Christi na Basílica de São João de Latrão, sede da Diocese de Roma. Antes da missa, se deteve em adoração diante do Santíssimo Sacramento.
Em sua homilia, o Papa partiu da frase evangélica da liturgia do dia: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Esta expressão chamou a atenção do Santo Padre, que se deixou guiar por três palavras chaves: sequela, comunhão e partilha.
E perguntou: “Mas, dar de comer a quem?” E respondeu: “à multidão que seguia a Jesus, da qual escolheu seus 12 apóstolos. E acrescentou: “o povo O segue, O escuta, porque Jesus fala e age de modo novo, com a autoridade de quem é autêntico e coerente, de quem age na verdade, de quem transmite a esperança que vem de Deus, de quem revela o rosto de um Deus que é amor. Por isso, o povo louva a Deus!”.
Aos fiéis presentes, o Papa disse: “também nós viemos aqui para seguir a Jesus, ouvi-Lo, acompanhá-Lo e entrar em co­munhão com Ele na Eucaristia. Jesus nos fala através do silêncio do mistério da Eucaristia. Eis porque Jesus pede aos discípulos para dar de comer à multidão”.
E acrescentou: “esta noite, também nós estamos em torno da mesa do Senhor, da mesa do sacrifício eucarístico, durante o qual Ele nos dá, mais uma vez, o seu Corpo, tornando presente o único sacrifício da Cruz. A Eu­caristia é o sacramento da comu­nhão, que nos faz sair do nosso individualismo para passarmos à sequela e à fé no Senhor”.
Enfim, depois de explicar os dois aspectos da sua homilia, se­quela e comunhão, o Santo Padre passou ao terceiro: a partilha ou solidariedade, que nasce da dis­tribuição dos pães e dos peixes à multidão, ou seja, colocar o que temos e as nossas humildes ca­pacidades à disposição de Deus e dos irmãos.
E o Papa concluiu: “Esta noite, mais uma vez, o Senhor, distribuiu entre nós o pão, que é seu corpo e se torna dom. Por isso, também nós experimen­tamos a solidariedade de Deus para com o homem, uma soli­dariedade que nunca se esgota e nunca deixa de nos maravilhar. Na Eucaristia, o Senhor nos faz percorrer Seu caminho, que é serviço, partilha e dom”.
Portanto, sequela, comunhão e partilha. O Papa pediu a Deus para que a Eucaristia nos provo­que sempre a seguir o Senhor, a ser instrumentos de comunhão, a partilhar com Ele e com os nossos irmãos o que temos e o que somos. “Somente assim a nossa existência será fecunda”, ressaltou.
Ao término da celebração, o Santo Padre presidiu a Procissão de Corpus Christi, da qual parti­ciparam o clero e os numerosos fiéis presentes. No final, conce­deu a todos a bênção eucarística e retornou ao Vaticano, na Casa Santa Marta.
RADIO VATICANO
FOTO: CANÇÃO NOVA/ROMA