quarta-feira, 22 de maio de 2013

Transmissão da fé

Simpósio de Teologia reuniu palestrantes internacionais na PUC-Rio para aprofundar temas ligados às interpretações e vivências práticas da Palavra de Deus

O 4º Simpósio de Teologia da PUC-Rio aconteceu entre os dias 15 e 17 de maio, no auditório do Centro de Pastoral Anchieta, localizado no subsolo da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no campus da universidade, na Gávea. O encontro, promovido pelo Departamento de Teologia e que acontece de dois em dois anos, teve como tema “Exegese, Teologia e Pastoral: relações, tensões e desafios”.
Na abertura, estavam pre­sentes o bispo auxiliar do Rio Dom Paulo Cezar Costa, o reitor padre Josafá Carlos Siqueira, o diretor do Departamento de Teologia, padre Leonardo Agostini, e o decano do Cen­tro de Tecnologia e Ciência da universidade, professor Paulo Fernando de Andrade. O simpó­sio reuniu professores, pesqui­sadores e alunos de graduação e pós-graduação.
“A Igreja quer aprofundar cada vez mais a Palavra de Deus, seguindo o que diz a ‘Dei Verbum’: ‘a Sagrada Escritura é a alma da teologia’. O simpósio buscou refletir sobre essa rela­ção bonita e intrínseca entre exegese e teologia, e incentivar a leitura pastoral e orante da Bíblia, para que o povo possa cada vez mais beber da riqueza da Palavra de Deus”, afirmou Dom Paulo.
Entre os palestrantes esta­vam o professor emérito do Pon­tifício Instituto Bíblico de Roma e autor do livro “Metodologia do Antigo Testamento”, padre Horacio Simian-Yofre, o doutor em Teoria Bíblica e professor da Universidade Católica do Chile, padre César Carbullan­ca, a professora da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma Maria Carmen Aparicio Valls e o professor titular da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), em Belo Ho­rizonte, Minas Gerais, padre Johan Konings, que participou do mini-curso sobre animação bíblica da pastoral.
Padre Agostini destacou a importância daqueles que ser­vem na fidelidade a Deus, ao objeto do amor de Deus, que é o ser humano, e ao magistério da Igreja, que tem a sublime mis­são de ser guardião da divina revelação.
“O múnus de ensinar faz parte da dinâmica de Jesus Cris­to e da sua Igreja. Não é a toa que as pessoas reconheciam Je­sus como Rabi, ou seja, mestre. O magistério da Igreja coloca em prática o que o Senhor dei­xou com ordem aos discípulos: ‘Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura; ensinai-os a serem discípulos’. Discípulo é aquele que está aos pés do mestre para ouvir, porque, como Pedro, podemos dizer a cada instante: ‘Senhor a quem iremos, só tu tens pa­lavras de vida eterna’”, disse o diretor do Departamento de Teologia.
CLÁUDIA BRITO DE ALBUQUERQUE E SÁ
FOTO: ELIZANGELA CHAVES DIAS