sábado, 4 de maio de 2013

“A comunhão existe para a missão, e a missão existe para a comunhão”


A 51ª Assembleia Geral (AG) dos Bispos chegou ao seu fim na sexta-feira, dia 19 de abril, em Aparecida (SP). Ao longo de dez dias mais de 400 participantes, entre bispos, padres, religiosos, leigos e assessores, discutiram o tema central: “Comunidade de comunidades: uma nova pa­róquia” e analisaram temas de relevância pastoral da Igreja do Brasil e outros de interesse da nação, como a reforma agrária, a questão da demarcação de terras indígenas e de quilombolas, a política e as eleições e a Jornada Mundial da Juventude.
A última coletiva de imprensa contou com a presença da presi­dência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da instituição, Carde­al Dom Raymundo Damasceno Assis; o arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente, Dom José Belisário da Silva, OFM; e o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral, Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM.
Em seu pronunciamento, o presidente da CNBB avaliou que a AG foi um tempo de profunda experiência eclesial.
“Unidos de coração a todas as nossas dioceses e paróquias, presentes em todo Brasil, estive­mos reunidos para rezar, refletir e para promover o aprofunda­mento de nossa comunhão, com vistas, é claro, ao fortalecimento da missão evangelizadora da Igreja. A comunhão existe para a missão, e a missão também existe para a comunhão. Convivemos fraternalmente, e o resultado do nosso empenho é o melhor possí­vel. Encerramos o encontro com um saldo excelente”, afirmou.
Sobre o tema central, Dom Raymundo informou que, por sua importância, ele será nova­mente trazido ao plenário da AG do próximo ano. O texto finaliza­do na AG deste ano foi aprovado como texto de estudos e será enviado a todas as comunidades eclesiais do Brasil, para que haja um grande movimento de parti­cipação dos fiéis na elaboração do texto final.
Os bispos refletiram e apon­taram caminhos para a necessá­ria “conversão pastoral” pedida pelo Documento de Aparecida. Nos dez dias da AG, foram deba­tidos a cultura dos tempos atuais, o desafio e a necessidade de considerar a mudança de época, o reconhecimento que o lugar privilegiado para realizar uma experiência concreta com Jesus Cristo é a comunidade eclesial. E, por fim, o reconhecimento de que a paróquia é a grande escola da fé, da oração, dos valores e costumes cristãos.
Dom Raymundo Damasceno apresentou também dois frutos da AG: um subsídio que os bispos oferecem a todas comunidades para aprofundamento do tema das eleições e uma nota oficial emitida em defesa dos direitos indígenas e quilombolas pela rejeição da PEC 215.

ANDRÉIA GRIPP, COM CNBB
FOTO: ASSESSORIA CNBB