segunda-feira, 22 de abril de 2013

Unidade eclesial



De 10 a 19 de abril, os bispos do Brasil participaram da 51ª Assembleia Geral (AG) da CNBB, que foi realizada em Aparecida, no Centro de Eventos Padre Vi­tor Coelho de Almeida. Pode-se resumir que em pauta estava a Igreja no Brasil. Os bispos, em unidade, analisaram o atual mo­mento eclesial e social, na busca de novas perspectivas de ação em comum, para que a evange­lização cresça em todo território nacional, em comunhão com o Papa Francisco.
“Este acontecimento anual, aguardado por nós todos com alegre expectativa, é uma ex­periência de partilha fraterna, oração, estudo e reflexão, que fortalece a comunhão dos bis­pos entre si e com o sucessor de Pedro, para melhor servir as Igrejas particulares a cujo serviço estamos. E não apenas da vida de nossas igrejas nos ocupamos aqui. Nossa solicitude se estende a todos os aspectos da vida da sociedade brasileira. Testemu­nham-no os documentos, decla­rações, notas e mensagens que sistematicamente publicamos”, disse o arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, em seu pronunciamento na solenidade de abertura da AG.
Com a presença do núncio apostólico no Brasil, Dom Gio­vanni D’Aniello, a 51ª edição da Assembleia Geral se realizou no contexto do Ano da Fé e do cinquentenário do Concílio Ecumênico Vaticano II. O tema central escolhido para este ano foi “Comunidade de comunida­des: uma nova paróquia”.
“A partir do tema central, a atenção da Conferência dos bispos nesta assembleia se volta para essa mais que milenar ins­tituição, na qual se desenvolve o dia a dia da vida da quase totalidade dos católicos. À luz da Conferência Geral do Epis­copado Latino-Americano e do Caribe, que se realizou aqui em Aparecida, no ano de 2007, aprofundamos nossa reflexão a respeito das implicações da conversão pastoral. Promover cada vez mais a vida comuni­tária em nossas paróquias e seu dinamismo missionário é o desafio que se nos apresenta nesta hora. Para isso nós pre­cisamos ter a coragem de fazer as modificações necessárias nas estruturas paroquiais, tomando como pontos de referência fun­damentais: Jesus Cristo e seu estilo de atuação, os desafios e sinais dos tempos atuais e a rica história da paróquia. Só assim ela poderá continuar cumprindo sua missão no mundo de hoje”, afirmou Dom Damasceno na cerimônia de abertura.
Além do tema central, diver­sos outros assuntos, atividades e temáticas estiveram no pro­grama, como o retiro, realizado nos dias 13 e 14 de abril; a análise do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil; a questão agrária; a seca no Nordeste; os indígenas e quilombolas; o ecu­menismo; as comunicações do Secretariado Geral, das Comis­sões Episcopais de Pastoral e dos grupos de trabalho; o encontro das comissões episcopais de pas­toral com os bispos referenciais dos regionais; o comunicado so­bre a 13ª Assembleia Geral do Sí­nodo dos Bispos; o lançamento de uma nova versão, comentada, do Código de Direito Canônico – na comemoração dos 30 anos de sua promulgação; e o lança­mento de uma edição revisada do Catecismo da Igreja Católica.
“Com isso esperamos con­tinuar cumprindo a missão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: “dinamizar a própria missão evangelizadora, para melhor promover a vida eclesial, responder mais eficazmente aos desafios contemporâneos, por formas de apostolado adequadas às circunstâncias (cf. cân. 447), e realizar evangelicamente seu serviço de amor, na edificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária, a caminho do Reino definitivo”, pontuou o presiden­te da CNBB.

ANDRÉIA GRIPP
FOTO: ASSESSORIA DE IMPRENSA CNBB