quinta-feira, 14 de março de 2013

Missa pela vida


No dia 25 de março, às 10h, o bispo auxiliar Dom Antonio Au­gusto Dias Duarte, que é o bispo animador da Comissão Arquidio­cesana de Promoção e Defesa da Vida, vai presidir a Santa Missa em ação de graças pela Vida, na Igreja Nossa Senhora do Parto, no Centro. O Dia Municipal do Nascituro é celebrado no mesmo dia da Anunciação do Senhor, que é celebrado nove meses antes do Natal. Segundo a coordena­dora estadual do Movimento da Cidadania pela Vida – Brasil sem aborto, Maria José Silva, todos os comitês municipais promoverão eventos nesta mesma data.
“Após a missa, faremos uma panfletagem para conscientização do direito à vida nas imediações da Igreja. Foram confeccionados 50 mil folhetos. Também iremos co­letar assinaturas para a aprovação do Projeto de Lei 416/2011, em de­fesa da vida. O projeto conta com a adesão de 13 deputados estaduais, sendo eles de vários segmentos religiosos”, afirmou Maria José.
O PL 416, que tramita na As­sembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), institui o Programa Estadual de Prevenção ao Aborto e Abandono de Incapaz, e propõe a criação de casas de apoio à vida. No artigo 2º afirma que “nas hipóteses de estupro, gravidez indesejada ou acidental, em que a mulher não dispor de meios e apoio para uma gestação segura, deverá o Poder Público: oferecer toda assistência social, psicológica e pré-natal, inclusive laboratorial, de forma gratuita, por ocasião da gestação, do parto e período puerpério; orientar e encaminhar através da Defensoria Pública os procedimentos de ado­ção, se assim for a vontade da mãe e da família; instituir diretamente ou sob forma de convênio, com os governos federal e municipal, uma rede de atendimento à saúde da mulher, entre outros.
O programa tem a preocu­pação de dar apoio a mulheres grávidas com dificuldades eco­nômicas e sociais, para fomentar a preservação da vida humana, por saberem que muitas mu­lheres recorrem ao aborto pela ausência de programas de de­fesa da vida. O texto do projeto baseia-se na filosofia do Direito Penal Constitucional, que con­sidera a prática de aborto como crime, e pontua que o aborto, além de não caminhar com o sistema jurídico brasileiro, em nada satisfaz quem o pratica. Os autores pedem a participação popular para a aprovação do PL 416 e citam a frase de madre Te­resa de Calcutá: “Não pararemos enquanto for possível encontrar nas nossas cidades uma mulher que diga: eu abortei porque não encontrei quem me ajudasse.”

CLÁUDIA BRITO
FOTO: DIVULGAÇÃO