sábado, 26 de janeiro de 2013

Coletiva de imprensa


Encontro fez parte da programação da Trezena de São Sebastião e forneceu esclarecimentos sobre a abertura do Processo Diocesano de Beatificação e Canonização



A imagem peregrina de São Sebastião esteve no Edifício João Paulo II, na sede da Arquidiocese do Rio, no dia 16 de janeiro, du­rante a entrevista coletiva dada à imprensa para esclarecimentos sobre a abertura oficial do Pro­cesso Diocesano de Beatificação e Canonização de Odette Vidal de Oliveira, que morreu com 9 anos, em 1939. Odetinha, como passou a ser conhecida, nasceu em Madu­reira, e poderá ser a primeira beata carioca. A entrevista foi transmiti­da ao vivo pela Rádio Catedral FM e pela WebTV Redentor.
Compondo a mesa estavam o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta; Paolo Vilotta, o postulador da Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano; Dom Roberto Lopes, vigário epis­copal para a Vida Consagrada; o coordenador da comissão que apresentará a vida da candidata, Ronaldo Frigini, juiz de Direito, e o cônego Marcos William Ber­nardo, que é responsável pela Associação Cultural Odetinha.
Durante a coletiva, Dom Orani deixou claro que o ato na Paróquia Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, seria jurídico e canô­nico, dando início aos trabalhos de pesquisa, obra, vida e virtudes de Odetinha. “O que nós vamos iniciar oficialmente no dia 18 de janeiro, às 11h, não é um ato litúr­gico, não é missa, nem celebração. É um ato jurídico”, explicou ele.
A infância de Odetinha foi re­lembrada, a fim de explicitar suas virtudes, através da comissão do Tribunal Diocesano para a Causa de Beatificação e Canonização dos Santos. “Ela tinha um amor muito grande pela Eucaristia e um esclarecimento muito bonito da fé pela sua pouca idade”, res­saltou Dom Orani.
Devem ser comprovadas 11 virtudes da jovem ‘Serva de Deus’, por meio de entrevistas com pes­soas que a conheceram. São elas: fé, esperança, caridade, prudência, justiça, fortaleza, temperança, pobreza, castidade, obediência e humildade. Após a comprovação das virtudes, deverão ser eviden­ciados seus milagres para dar continuidade ao processo.
Sobre a exumação do corpo, Dom Roberto afirmou que a res­ponsabilidade pela guarda dos túmulos da família foi deixada em testamento pela mãe de Ode­tinha, Alice Vidal, às irmãs da Comunidade São José, do Sagrado Coração de Maria. E na ausência delas, passa a ser competência do arcebispo do Rio de Janeiro. A exumação ocorreu no dia 10 de janeiro e, segundo Paolo Vilotta, foi surpreendente o número de ossos encontrados depois de passados tantos anos. “Normal­mente depois de três anos, mais ou menos, a quantidade é menor”, explicou ele.
O último brasileiro canoniza­do pela Igreja foi frei Antônio de Sant’Ana Galvão, em 11 de maio de 2007, em São Paulo.

NATHALIA CARDOSO
FOTO: GUSTAVO DE OLIVEIRA