quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Para serviço da caridade e do Evangelho


No sábado que antecedeu ao domingo gaudete do Advento, dia 15 de dezembro, o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, ordenou 18 novos diáconos permanentes, na Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Receberam o diaconato: Alberto Pastor dos Santos, Amaro Roberto Morais, Anacleto Rodrigues Queiroz, Anísio Peixoto do Nascimento, Carlos Ferreira dos Santos, Carlos Henrique Azevedo, Cicero Jorge Costa, Fabio Alberto de Sousa, Flávio Gomes, Gabriel da Silva Pereira, Glen Borba Carreira, José Francisco Pinto
de Souza, Marcos André Gomes da Silva, Marcos Antônio dos Santos Silva, Radmaker de Souza Valle, Sergio Murilo da Costa Fernandes, Valdinei Geraldo Martins e Waltair de Paula Freitas.
Em sua homilia, Dom Orani falou aos ordenandos sobre a missão que estavam assumindo na Igreja: “Caríssimos irmãos, vocês foram escolhidos e aprovados na sua comunidade e indicados pelos seus presbíteros, passaram por um tempo de preparação acadêmica, pastoral, afetiva e humana. Junto com as suas esposas, tiveram a oportunidade de aprofundar essa vocação, envolver as vossas famílias nessa caminhada e o trabalho profissional que exercem. Puderam também sentir as necessidades do nosso povo, saber das vicissitudes e, ao mesmo tempo, das esperanças das pessoas. Vemos que é um grande dom para a Igreja podermos acolher e escolhê-los, como nós fizemos agora, para o diaconato permanente. E permanentemente terão essa preocupação de estar a serviço dos irmãos e irmãs na diversidade de funções, conforme a paróquia, o trabalho, a pastoral que vos for designada, de tal maneira que possam fazer crescer o Reino de Deus, fazer cada vez mais o Evangelho acontecer em nossa sociedade nesse tempo de tanta mudança”.

O DIACONATO PERMANENTE
Dom Orani explica, num artigo de sua autoria, que o Sacramento da Ordem é um dos sete sacramentos da Igreja, e que possui uma particularidade: ele pode ser conferido em três graus – o diaconato, o presbiterado e o episcopado. Torna-se, respectivamente, diácono, padre ou bispo, dependendo do grau que lhe é conferido”.
Porém, nem todo diácono é igual. O primeiro grau do Sacramento da Ordem pode ser recebido de forma transitória ou permanente. “Existem dois tipos de diáconos, que se distinguem pela sua finalidade: o diaconato chamado ‘transitório’, recebido como uma etapa na caminhada para a recepção do presbiterato, e o diaconato ‘permanente’, que é recebido por aqueles que assim foram chamados e o buscam como finalidade de seu serviço à Igreja, tendo em vista não estarem destinados ao sacerdócio e que, por isso, ficarão ‘permanentemente’ como diáconos”, explicou o arcebispo.
Para se candidatar ao diaconato permanente, é preciso ter mais de 35 anos e a vocação diaconal reconhecida pela comunidade, pois é o pároco que indica o candidato à escola diaconal. Os casados necessitam da aprovação formal de suas esposas e os solteiros deverão ser vocacionados ao celibato, porque não é permitido contrair matrimônio após a ordenação. Por isso, os diáconos permanentes que ficam viúvos também não podem casar-se novamente, devendo viver o dom do celibato.

TEXTO: ANDRÉIA GRIPP
COLABORAÇÃO: NATHALIA CARDOSO