terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O legado da igreja para a juventude


Com a vinda do Papa Bento XVI e de jovens do mundo inteiro para a JMJ Rio2013, questiona-se o que este grande evento pode agregar de valor à cidade e à sociedade. Ciente do flagelo das drogas que atinge a juventude, a Arquidiocese do Rio cria uma rede de apoio que pretende dar uma opção à questão, por meio do serviço da caridade.



Em diferentes dicionários, a palavra “legado” tem como um dos significados “herança” ou “disposição, feita por testamento em benefício de alguém”. Diante da atual situação de degradação humana ocasionada pelas drogas, qual seria a melhor herança que se poderia deixar para a sociedade?
Fórmulas mágicas envoltas de assistencialismos, repressão, reclusão e diversos outros tipos de “soluções” já foram apresentados, sendo que muitos se mostraram como simples paliativos, máscaras que encobrem a realidade e, muitas vezes, até mesmo agravam o quadro. A dependência química é um mal que se não for “cortado na raiz”, vai gerar novas ramificações, “maus frutos” e levar a danos irreversíveis na vida das pessoas e da população como um todo.
De acordo com o cônego Manuel Manangão, vigário episcopal para a Caridade Social e diretor-executivo do Setor Legado Social da JMJ Rio2013, com a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) na cidade do Rio, a arquidiocese, sensível a esse “câncer social” que é a dependência química que atinge tantos jovens, irá realizar uma ação na prevenção e recuperação de usuários, algo que será deixado como herança da JMJ.
Além do legado espiritual que uma Jornada traz às cidades-sedes, com a renovação da fé, do apostolado e do serviço à Igreja, principalmente em meio aos jovens, a JMJ Rio2013 pretende deixar um legado social, um serviço sólido e eficaz no tratamento da drogadição, considerado um dos grandes males do século.
“Na execução do trabalho, além dos educadores, que são pessoas treinadas para lidar com essa realidade da juventude ou da população de rua, precisamos também do apoio de centros onde haja médicos, psicólogos e psiquiatras que deem um amparo. Por conta da JMJ Rio2013, nós teremos a possibilidade de dar uma maior visibilidade a essa situação”, afirmou.
Segundo ele, o primeiro passo é realizar uma atividade de prevenção, atuando em todos os ambientes, como escolas, paróquias, família; segundo, com uma rede de entidades, envolvendo as organizações da sociedade civil, que possam ser facilmente acessadas como apoio aos que se envolvem no uso de drogas e seus familiares; e, terceiro, com o fortalecimento e criação de centros que possam acolher aqueles que precisarem de imediato atendimento. “Nesta perspectiva, teremos a família, a Pastoral da Juventude, a catequese, todos envolvidos nesse processo, para evitar que o jovem chegue à situação de dependência”, explicou.

REPORTAGEM: ROCÉLIA SANTOS
FOTO: CARLOS MOIOLI

Leia a reportagem completa em: 
http://www.bancadigital.com.br/otestemunhodefe/reader2/ ou nas páginas 16 e 17 do jornal impresso.