terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Festa da solidariedade

A renda da 52ª Feira da Providência será revertida para os projetos sociais do Banco da Providência e vai beneficiar milhares de famílias. O evento permitiu aos visitantes adquirir produtos e serviços de diversos locais do país e do mundo, conhecer projetos sociais e institucionais e cuidar da saúde.


A Feira da Providência 2012 realizada entre os dias 5 e 9 de dezembro, no Riocentro, foi uma verdadeira festa da solidariedade. A renda do evento, como de costume, irá beneficiar inúmeras famílias atendidas pelos projetos sociais do Banco da Providência. No evento, criado por iniciativa de Dom Helder Câmara, os participantes puderam comprar artigos nacionais e importados expostos por empresas de diversos lugares.
Na feira, que reúne diversas culturas e nacionalidades, enquanto andavam pelos pavilhões para fazer as compras de final de ano, os visitantes também tiveram a oportunidade de cuidar da saúde. Em diversos estandes foram oferecidos produtos e serviços terapêuticos.
Em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade 2012, no estande, organizado pela Escola Médica da PUC-Rio, foram oferecidas orientações de saúde em diversas especialidades, como dermatologia, endocrinologia, geriatria, urologia, ortopedia e cirurgia plástica. Os visitantes tiveram a oportunidade de conversar com especialistas, além de fazer testes glicêmicos, de Índice de Massa Corpórea (IMC), medir a pressão arterial etc.


Espaço para o bem

O público infantil também teve a oportunidade de brincar e aprender, de forma lúdica, em estandes e áreas de lazer e diversão. A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, apresentou uma peça teatral que faz parte do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd). O programa, que já existe há cerca de 20 anos, ensina as crianças a se manterem longe de entorpecentes. “Os instrutores do Proerd são policiais militares capacitados para fazerem um trabalho de prevenção em escolas públicas, para que as crianças aprendam a dizer não às drogas”, disse a policial Aline Louven.
O estande do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-Rio) também ofereceu atividades educativas aos visitantes. Logo na entrada, um semáforo chamou a atenção das crianças sobre o risco de avançar o sinal vermelho. Um autorama ensinou a reduzir a velocidade nas curvas, e um jogo de roleta mostrou o significado das placas de sinalização.
Foram apresentados também vídeos educativos, e uma ouvidoria forneceu informações sobre serviços como carteiras de habilitação e de identidade e Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat). Cadeirantes agentes de conscientização da Operação Lei Seca (OLS) conversaram com o público e distribuíram informativos sobre a campanha.
“Eu sofri um acidente em 2003, causado por um jovem de 19 anos que fez uma ultrapassagem indevida, bateu de frente comigo e me deixou paraplégica. Nós buscamos conscientizar a população que a mistura de álcool e direção não combinam, porque desde o momento em que a pessoa bebe, o volante se torna uma arma”, afirmou a agente de conscientização da OLS, Elaine Dutra, de 37 anos, que foi vítima de um motorista alcoolizado, há nove anos.

TEXTO: CLÁUDIA BRITO
FOTO: DOUGLAS SILVEIRA