segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rio recebe visita de comitiva do Vaticano




Uma etapa importante da preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio2013 foi realizada na última semana. De quarta-feira, dia 24, a sábado, dia 27 de outubro, estiveram no Rio de Janeiro o núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, e uma comitiva do Vaticano formada pelo responsável pelas viagens internacionais do Papa Bento XVI, Alberto Gasbarri, por Paolo Corvini e por Stefania Izzo. 
Logo que chegou, com grande entusiasmo, Gasbarri transmitiu uma saudação especial do Sumo Pontífice, agradecendo e motivando o trabalho desenvolvido, até o momento, na organização da JMJ Rio2013. 


Programação

A visita, prevista há cerca de cinco meses, teve por finalidade conhecer melhor a cidade que sediará a Jornada e fazer o reconhecimento dos locais, das hospedagens, das distâncias e dos trajetos possíveis do Pontífice na cidade, bem como dialogar com todas as autoridades civis e militares do município, estado e federação, dentro das competências de cada área. 
A agenda da comitiva foi marcada por reuniões privativas com membros do Comitê Organizador Local (COL), visitas ao Centro de Operações da Prefeitura, à orla de Copacabana, às bases aéreas do Galeão e de Santa Cruz, ao Palácio Guanabara e à Catedral de São Sebastião, além de um sobrevoo sobre a cidade. Também foi incluída na pauta das reuniões a decisão acerca do local em que se realizará a vigília e a missa de envio da JMJ. 
“Estamos aqui para ver justamente onde o Santo Padre vai chegar, aonde ele vai se alojar, os encontros que ele vai ter, onde serão realizados os quatro eventos maiores da Jornada. O encontro está bom, e ele (Gasbarri) me parece satisfeito com os diversos lugares que temos encontrado. Agradecemos também a disponibilidade das autoridades federais, estaduais e municipais”, afirmou o núncio apostólico.
“É com muita alegria que recebemos a delegação do Vaticano. Estamos vivendo um belo momento. Eu creio que a nossa JMJ está dando passos importantíssimos com essas definições todas, e nós contamos com a boa vontade das autoridades, que nos recebem muito bem e manifestam grande preocupação de fazer o melhor possível para o Brasil e para o Rio de Janeiro”, afirmou o arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta.




Próximos Passos

Monsenhor Joel Portella Amado, diretor-geral do COL, explicou que após a comitiva avaliar as várias propostas, não só em termos de tempo (quanto dura cada uma), mas também de espaço e distância, emitirá um primeiro laudo. Depois apresentará em Roma o que foi visto, e só então virá um documento do Vaticano com a programação definitiva do Santo Padre na cidade. 
Haverá, ainda, visitas de outras comissões. “Virão depois os responsáveis pela segurança do Papa para conversar com as pessoas do Rio de Janeiro e, num terceiro momento, a equipe de liturgia, que organiza e realiza o cerimonial das celebrações”, informou Dom Orani.
A Jornada Mundial da Juventude é um evento que por sua grandeza exige uma minuciosa preparação. Como chefe do Estado do Vaticano, o Santo Padre ao visitar um país precisa se encontrar com diversos segmentos da sociedade, seguindo os protocolos governamentais. A construção da JMJ, portanto, é complexa e feita por várias equipes. “Há uma preparação que é feita pela Igreja no Rio de Janeiro. Há uma preparação que é feita pelos governos, federal, estadual e municipal, e outra, ainda, pelas comissões da Santa Sé”, explicou monsenhor Joel.
Diante de todos os desafios, a certeza de que os milhões de jovens que aqui se encontrarão com o Papa terão suas vidas transformadas e se tornarão artífices de uma nova sociedade impulsiona a equipe organizadora do evento a vencer com alegria e esperança todas as vicissitudes que se apresentam neste tempo de preparação.
“Estamos conscientes de que somos servidores para bem acolher essa experiência belíssima de uma juventude que quer demonstrar suas preocupações com o presente e o futuro da humanidade. Agradeço aos bispos, padres, consagrados e leigos, especialmente aos jovens, pelo entusiasmo e alegria que demonstram nesta missão. Contamos ainda com a disponibilidade dos governos federal, estadual e municipal para que, desempenhando as suas funções, possamos encontrar os caminhos melhores para bem recebermos a todos, para realizarmos a melhor jornada possível. Além dos legados sociais, culturais e econômicos da Jornada, temos certeza de que a melhor herança é mesmo o clima de confiança do jovem no amanhã, com valores pelos quais vale a pena trabalhar e lutar”, pontuou o arcebispo do Rio.

ANDREIA GRIPP
FOTO: GUSTAVO DE OLIVEIRA